Cirurgia para correção de miopia: quem pode fazer e como é feito?

A cirurgia de correção de miopia começou a ser usada há pelo menos 15 anos. Conforme o Conselho Brasileiro de Oftalmologia são feitos em média dez mil procedimentos por ano. Alguns convênios cobrem a cirurgia, mas o grau de miopia do paciente deve ser entre 5 e 10.

“Ela pode ser feita em olhos sadios que não apresentem contra-indicações à técnica escolhida. A cirurgia refrativa é utilizada para correção de defeitos refracionais a partir de diferentes técnicas. A mais comum usa uma fonte de raios laser denominado Excimer, na técnica denominada Lasic. Neste caso, a correção não deve ultrapassar 8 graus de miopia para se preservar uma boa faixa de segurança com relação a qualidade de visão”, explica o oftalmologista Ricardo Guimarães.

Como muitas cirurgias são feitas em clínicas próprias que geralmente levam mais de um paciente por vez para o uso aparelho a laser, Ricardo alerta observar se o médico tem especialização em cirurgia refrativa ou córnea e se hospital é credenciado com a certificação ONA ou internacional. “Os riscos de algo dar errado são raros”, diz. Infecções sim, como qualquer outra cirurgia.

Antes de se submeter ao procedimento, o oftalmologista faz uma série de exames, pois há sim várias contra-indicações. “O paciente deve ser bem examinado. A mais comum é a córnea muito fina ou irregular e a hipersensibilidade à luz, também denominada Síndrome de Irlen”. Para evitar que o grau de miopia evolua novamente, ele precisa estar estabilizado há pelo menos um ano. A intervenção só é recomendada depois dos 21 anos.

“Os exames pré-operatórios requeridos incluem a medida da Acuidade Visual, Refração estática e dinâmica, Paquimetria e Topografia da Córnea, Microscopia Especular e Mapeamento de Retina. Deve-se ainda proceder avaliação do filme lacrimal (break up time)”, informa o oftalmologista Marcos Alonso Garcia, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa.

No pós-operatório, o oftalmologista indica cuidados simples, como não se expor ao sol, não entrar na água do mar ou piscina e não tomar vento. Também usar óculos escuros pelo menos nos três primeiros meses, também aplicar colírios e nunca esfregar os olhos. “Deve-se evitar a exposição direta aos raios UV, assim como à ambientes com ar condicionado intenso, pois é comum a secura nos olhos. A maquiagem na região deve ser suspensa por período mínimo de 2 semanas. Tratamentos químicos e tintura de cabelo, devem ser evitadas também. Para os pacientes com mais de 40 anos deve ser providenciado, dependendo do caso, óculos para a leitura, pois boa parte desses pacientes mantém algum grau de dificuldade para perto”, explica Garcia.

Apesar de ter um grande número de adeptos, a cirurgia tem um custo alto, caso não tenha a cobertura do plano de saúde. Em média, para cada olho, o procedimento custa R$ 2000, valor que pode ser pago em parcelas na maioria dos consultórios. Para muita gente, desembolsar essa quantia valeu a pena. “Deixei de ser escrava dos óculos e passei a ter mais liberdade, foi ótimo!”.

A cirurgia é feita, baseada em um exame tridimensional, que contêm todas as informações como a pessoa enxerga, o cirurgião planeja um tratamento de correção visual específico. Uma tecnologia de reconhecimento da íris permite que o laser molde a córnea do paciente de acordo com o planejamento inicial, observando suas necessidades e esculpindo-a delicadamente.

Fonte: Terra – Por: Juliana Lopes

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