Cuidados com o seu bebê durante amamentação

A mulher que está amamentando pode ter hábitos ou necessidades de tratamentos individuais, mas, nesta fase, alguns cuidados devem ser tomados. Seguem algumas dicas valiosas:

1. Álcool: o álcool ingerido pela mãe é rapidamente absorvido para a corrente sanguínea e transferido ao leite. Quando a mãe ingere álcool  próximo à mamada, o bebê pode apresentar sinais de sonolência e respiração profunda, muitas vezes não respondendo a estímulos dolorosos e perdendo a capacidade de sucção. Em função disso, o álcool deve ser  evitado e mulheres alcoolistas devem ser desencorajadas a amamentar.

2. Café: Se a mãe ingere 6 a 8 xícaras ao dia de café, chá ou bebidas contendo cafeína ou cola, o bebê mostra sinais de hiperatividade, insônia  e irritabilidade. Por isso é recomendada a ingestão máxima de 1 ou 2 xícaras dessa bebidas ao dia.

3. Nicotina: A nicotina contida no cigarro não é bem absorvida pelo trato gastrointestinal do bebê, mas se a mãe fumar mais de 20 ou 30 cigarros por dia, o bebê pode apresentar náuseas, vômito, dor abdominal e diarréia. Afora a exposição pelo leite, a fumaça do cigarro aspirada pelo bebe aumenta o risco de doenças respiratórias.

4. Analgésicos: O tratamento da dor em mulheres amamentando pode ser feito com aspirina. Porém, se houver necessidade de uso crônico ou em altas doses de aspirina, há riscos de ocorrer hemorragia no bebê. Os analgésicos opioides como o Tylex® devem ser evitados, passam rapidamente ao leite e produzem dores abdominais e diarréia ao bebê.

5. Antibiótico: As infecções, independente de a mãe estar amamentando, devem ser tratadas. As penicilinas (Amoxil®, Binotal®  etc.) e cefalosporinas (Ceclor®, Cefamox®, etc.) são seguras, porém outros antibióticos passam ao leite e podem alterar o bebê.

6. Laxantes: Os laxantes estimulantes como sene (Agiolax®, Novolax® Tamarine®), ou bisacodil (Guttalax®), por serem transferidos, mesmo em pequenas quantidades ao leite, resultam em diarreia e cólica no bebê.

7. Descongestionantes nasais: provocam vasocontrição o que diminui o fluxo sanguíneo e provoca baixa produção do leite.

Dra. Alessandra Rascovski é endocrinologista – artigo original em clubedacalcinha

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