Descubra o Poder das Palavras na Vida Amorosa

19 dezembro, 2009 por Anita Mulher  

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Você conhece alguém que vive repetindo que não tem sorte no amor ou que não merece ser feliz na vida a dois? Essas crenças negativas, que prejudicam o sucesso dos relacionamentos, podem ser mudadas através da Programação Neurolinguística (PNL). Acompanhe o bate-papo com Rodrigo Zambon, gestor do site Descubra PNL (http://www.descubrapnl.com.br), e entenda como é possível promover uma mudança positiva na vida afetiva usando ferramentas da Programação Neurolinguística.

Revista Personare:

Como a PNL pode ajudar a quem tem dificuldades em relacionamentos amorosos?

Rodrigo Zambon:

O que a Programação Neurolinguística faz é minimizar o desconhecimento do outro, aumentando o conhecimento que temos ao nosso respeito. A verdade é que ninguém se conhece plenamente, porém com o auxilio da PNL podemos descobrir alguns padrões e a forma como interagimos com o mundo. A PNL apresenta um repertório de ferramentas destinadas ao sucesso nos relacionamentos amorosos. Compreender o modelo de mundo, saber como o outro pensa, como processa internamente as experiências do dia-a-dia e detectar as crenças e valores do ser amado pode ser determinante para a relação. Algumas ferramentas da PNL nesse contexto são:

  • 1. Buscar uma relação de uma profunda sintonia. O casal deve se respeitar mutuamente. Fazer o que agrada ou mesmo espelhar o outro é muito importante.
  • 2. Usar as palavras processuais na medida do possível. Esse item diz respeito à comunicação. Podemos nos comunicar no canal da outra pessoa, para isso precisamos primeiro descobrir qual é. Na PNL os canais são o visual, auditivo e o cinestésico (veja box). Para cada canal existe uma comunicação específica. Por exemplo: imagine um marido auditivo chegando em casa do trabalho encontrando sua mulher extremamente cinestésica em casa. Ela o recebe com milhões de abraços e beijos e tudo que ele mais quer é tomar um banho e conversar.
  • 3. Respeitar e não julgar o modelo de mundo do outro. Cada história é única, existe muito de nossos pais em nós. A tendência é repetir para nossa vida amorosa a vida que nossos ancestrais tiveram.
  • 4. Usar sempre a flexibilidade. Isso ajuda a ampliar suas possibilidades e chances de minimizar os conflitos.

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Revista Personare:

Uma pessoa que vive repetindo que não tem sorte no amor está se recusando a viver uma relação saudável?

Rodrigo Zambon:

Tanto a repetição verbalizada quanto o diálogo interno interferem nessa questão. Viver repetindo que não tem sorte no amor é prejudicial, cria crenças e condiciona o cérebro ao pessimismo. Projetar o futuro é um exercício fundamental numa relação. Devemos saber separar entre lidar com as diferenças e planejar negativamente esse futuro. Uma coisa é afirmar que não dará certo e desistir, lamentando-se achando que a felicidade é para poucos e por outro lado mesmo com as dificuldades, ir à busca da felicidade. A linguagem negativa irá atrair fatos negativos. O ideal nesses casos é dizer o que se espera de uma relação. Ser franco e honesto no começo pode evitar desencontros futuros contribuindo assim para um relacionamento saudável, baseado em valores comuns aos dois.

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Perguntas como: “Será que vai dar certo?” ou “Será que ela/ele é o parceiro ideal?” certamente aparecerão, e a resposta pode ser buscada em conjunto.

Revista Personare:

Como uma pessoa pessimista em relação ao amor pode mudar essa forma de enxergar os relacionamentos, a maneira como se sente e se comporta?

Rodrigo Zambon:

Aprendemos com o tempo a nos conhecermos e a diferenciar as coisas que serão boas ou ruins para nosso corpo e mente. Socializar isso com nosso parceiro pode ser o começo para um bom entendimento. Isso serve de base para o respeito aos limites e também para uma compreensão maior para as atitudes que reprovamos. Lembre-se que o certo para você pode ser demasiadamente errado para o outro.

Revista Personare:

De que forma podemos organizar nossas ações e pensamento para promover uma mudança positiva na vida afetiva? Há alguma dica ou exemplo prático que queira compartilhar?

Rodrigo Zambon:

O primeiro passo é a conversa. As diferenças são muitas e a tolerância parece estar diminuindo nos relacionamentos modernos. As individualidades são preservadas a qualquer custo. Conversar é o caminho mais curto para semear a paz no casal. Muitas vezes é até melhor acalmar os ânimos para que a diálogo dê frutos.

Auditivo- pessoas mais racionais. Preferem falar a ver. Quando estão conversando abaixam a cabeça e viram o ouvido para dar atenção. Gostam de ouvir as coisas, os elogios. Auditivos usam palavras como: ouvir, escutar, barulho, grito e expressões: “Tá ouvindo, Fulano?, “Escuta bem”.

Cinestésico – pessoas que preferem o toque. Conversam encostando em você. Gostam de se sentir confortáveis. Não sentam num sofá, se esparramam. Usam expressões como “Você sentiu isso?”, “Não estou confortável com essa situação.”

Visual – pessoas que preferem ver as situações. Utilizam expressões como “Você viu?”, “Ficou claro para você?”, “Não enxergo um norte pra você.”. Uma mulher visual quer que o marido repare tudo nela, que a observe. Uma roupa nova, um corte de cabelo, a unha pintada, etc. Quando isso não acontece, vem a frustração.

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Outro fator importante é o respeito às diferenças. Não conte com a idéia que seu parceiro mudará com o tempo, isso poderá não acontecer. Se você o conheceu assim, lide com isso de forma natural, aceite o modo de ser do outro e procure alternativas para mudar a si. Só temos controle do nosso comportamento, nunca o do outro.

Uma boa dica é estarmos preparados e atentos para o novo. Situações inesperadas podem modificar completamente um relacionamento quando podemos tirar proveito dela. O inconsciente comanda nossos atos, eles não são em vão. Basta saber o que há por trás disso.

Fonte: Equipe Personare

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