HPV é ameaça silenciosa no carnaval (Após 12 meses da primeira transa, 30% das mulheres apresentam o vírus)

Carnaval é época de festa e folia. Mas alguns cuidados devem ser tomados para que a diversão não acarrete futuros problemas de saúde. O uso de preservativos é importante, não só para evitar a gravidez indesejada, mas também para prevenir o contágio de doenças sexualmente transmissíveis como a Aids e o HPV, entre outros. O Papiloma Vírus Humano, mais conhecido como HPV, atinge, em geral, a população jovem (de 14 a 29 anos). Existem mais de 100 tipos de HPV, os considerados de alto e baixo risco, respectivamente, os que podem induzir ao câncer (oncogênicos) e os que são associados a outras manifestações, como o surgimento de verrugas.

Segundo a Dra. Sueli Raposo, ginecologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/ DASA, a proporção de HPV em mulheres e homens é parecida. O que difere é a incidência do câncer de colo uterino, bem mais freqüente que o câncer de pênis. “Estudos indicam que após 12 meses da primeira relação sexual, 30% das mulheres já apresentam determinados tipos de HPV”, comenta Dra. Sueli.

Para os especialistas a melhor maneira de prevenção é evitar grande quantidade de parceiros e sempre utilizar preservativos. Para as mulheres, também é aconselhável cuidados com roupas íntimas e banheiros, além de controles anuais com acompanhamento de um ginecologista. “É importante também preservar a imunidade com boa alimentação, prática de exercício físico para aliviar o stress e evitar o consumo de cigarro”, acrescenta Dra. Sueli. 

 Considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), o HPV em mulheres pode ser assintomático, ou provocar corrimento e prurido vaginal, fatores comuns a outras patologias. O aparecimento de verrugas, perceptíveis ou detectadas por um especialista, deve ser estudado e tratado, pois pode evoluir para lesões pré-cancerosas ou câncer de colo uterino. De acordo com a especialista, apenas 20% dos casos confirmados de HPV evoluem para verrugas e desses, apenas 5% para câncer. Mas, como o índice de HPV no sexo feminino é altíssimo, esses números são muito preocupantes.

O diagnóstico pode ser feito pelo exame ginecológico simples quando há presença de sintomas clínicos como verrugas. Já quando a mulher não apresenta nenhum sinal o diagnóstico só é possível pelos exames de citologia oncótica (papanicolau) e pela colposcopia acompanhada ou não de biópsia. Quando ainda há dúvida ou discordância, o melhor exame a ser realizado é o de captura híbrida, que detecta o tipo do HPV, se é de alto ou baixo risco e também a carga viral. Nos casos onde somente a captura híbrida é positiva e os demais exames negativos, o HPV é classificado como infecção latente e nesse caso só são feitos controles semestrais. “Não há exame de sangue para diagnosticar o HPV”, complementa Dra. Sueli.

Quando os resultados dos exames estão alterados, o ginecologista deve indicar um tratamento específico, que dependerá do tipo, extensão e localização da lesão. Os métodos vão desde cauterização com ácido ou laser até cirurgias.

Vacina
Além do controle de parceiros e uso de preservativos, a prevenção também deve ser feita com a vacina contra o HPV, que já está disponível em toda a rede Lavoisier e Delboni Auriemo que oferecem serviços de vacinação. Esta é a primeira e única vacina aprovada no Brasil. Desenvolvida pelo laboratório Merck Sharp & Dohme, a vacina é tretavalente, ou seja, protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), responsáveis por 90% das verrugas genitais em homens e mulheres (HPV 6 e 11) e 70% dos casos de câncer de colo uterino na mulher (HPV 16 e 18).

Vacina contra o HPV

De acordo com estudos clínicos, a vacina é indicada para uso em mulheres de 9 a 26 anos de idade. A eficácia em outras faixas etárias e em homens ainda está sendo estudado. A aplicação é feita em três doses, sendo a primeira na data escolhida e as demais com intervalos de dois e seis meses. De acordo com o médico-coordenador do setor de vacinas da DASA, Dr. Ricardo Cunha, as reações adversas registradas nos testes foram poucas e semelhantes às outras vacinas em uso. “Trata-se de uma vacina que utiliza partículas semelhantes ao vírus chamadas VLP (Vírus Like Particles), portanto uma vacina incapaz de causar doença e não-oncogênica”, explica Cunha.

 

matéria de yahoo.minhavida

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