O que é AVC, Fatores de risco e as Possibilidades de Tratamento

16 agosto, 2009 por Anita Mulher  

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De acordo com o Dr. Eli Evaristo, médico neurologista, o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, é um nome carregado de significado. Acidente quer dizer acontecimento inesperado que, na maioria das vezes, envolve dano e sofrimento. Vascular refere-se a vasos e esse acidente se chama vascular cerebral porque acomete uma das artérias que irrigam o cérebro danificando a área por ela irrigada. Existem dois grandes grupos de acidentes vasculares cerebrais: os isquêmicos e os hemorrágicos.

O cérebro é uma estrutura altamente vascularizada. Inúmeras artérias se ramificam no interior do tecido cerebral para levar oxigênio e as substâncias nutrientes necessárias para seu o funcionamento adequado. Quando uma dessas artérias sofre oclusão, o território que deveria ser irrigado por ela entra em processo de anóxia, ou seja, de falta de oxigênio e muitas células, principalmente muitos neurônios, morrem. Esses eventos caracterizam o acidente vascular cerebral isquêmico. Já o hemorrágico acontece quando uma artéria se rompe e o sangue que deixa escapar dá origem a um hematoma, ou coágulo, que provoca sofrimento no tecido cerebral.

Como cada área do cérebro coordena determinada função do organismo, os sintomas provocados pelo AVC são muito variáveis. Vão desde alterações motoras evidentes – a pessoa perde o movimento do braço ou entorta a boca – até alterações cognitivas e da memória, da visão e da audição muito sutis que podem até passar despercebidas pelo paciente ou por quem está perto dele. No entanto, os sintomas se instalam sempre abruptamente, podem regredir ou mesmo desaparecer depois de algum tempo.

Qualquer que seja o caso, sejam intensos ou transitórios os sintomas, procurar atendimento médico-hospitalar imediato é fundamental para o resultado do tratamento.

O acidente vascular cerebral pode ser dividido em duas categorias: O acidente vascular isquêmico (sintomas como dificuldades de falar ou de compreensão, perda da sensibilidade nos membros e do equilíbrio se desenrolam em poucos minutos e vão piorando ao longo das horas. A falta de irrigação no cérebro pode ter dado algum sinal de aviso semanas ou até meses antes, na forma de um “mini-ataque”, em que os sinais apareceram e sumiram de repente.) e acidente vascular hemorrágico (Este tipo existe hemorragia (sangramento) local, chega ser mais grave e de pior prognóstico. Por sorte responde pela minoria dos casos – cerca de 20% deles. É mais comum em jovens e pode vir acompanhado de uma forte dor de cabeça, náuseas e vômitos. Mas às vezes não dá nenhum sinal. Sabe-se que alguns hábitos, como fumar, usar contraceptivos orais (principalmente os que têm muito estrógeno) e o abuso de álcool e drogas favorecem esse tipo de ataque.)

Fatores de risco

Os estudos mostram que o grupo mais vulnerável a um AVC engloba homens, com mais de 55 anos e histórico familiar da doença. Além disso, os fatores de risco são praticamente os mesmos que estão por trás de um infarto:

 • Pressão alta - este o mais importante fator de risco que pode ser modificado

• Cigarro – ele diminui a oxigenação do sangue e lesa a parede dos vasos, facilitando a formação de coágulos. Em combinação com alguns contraceptivos orais, seu efeito é ainda pior.

• Diabete – a doença lesa a parede dos vasos, facilitando a formação de placas

• Entupimentos nas carótidas, as artérias do pescoço que levam o sangue ao cérebro

• Problemas cardíacos – a fibrilação, por exemplo, gera um descompasso nas batidas do coração que pode favorecer a formação de coágulos. Soltos na corrente sangüínea, podem ir parar no cérebro.

• Colesterol alto - conhecido formador de placas

• Sedentarismo

Obesidade

Possibilidades de tratamento

Na entrevista com o Dr. Eli Evaristo, o Dr. Drauzio Varella pergunta sobre as possibilidades de tratamento, veja:

DrauzioO fato de o paciente precisar receber o medicamento até três horas depois do início dos sintomas limita muito o número de casos que podem beneficiar-se com o tratamento trombolítico.
Eli Evaristo – É verdade. Por isso, faz muita diferença o reconhecimento precoce dos sintomas. Quanto mais depressa a comunidade for capaz de identificá-los e buscar atendimento médico, maior será o número de pessoas beneficiadas com esse tratamento.
Além de introduzir o tratamento trombolítico, outras coisas podem ser feitas assim que o paciente chega ao hospital. Com freqüência ele apresenta outros problemas de saúde, por exemplo, é diabético. Sabemos que a descompensação do diabetes na fase aguda e imediata ao AVC piora o prognóstico. Portanto, é fundamental controlar rigorosamente os níveis da glicemia visando à melhor recuperação do doente.
O paciente com AVC pode ter distúrbios de deglutição e alterações de pressão arterial extremamente perigosas. Embora atualmente sejamos muito mais liberais em relação aos níveis da pressão arterial, em alguns casos, eles precisam ser rigorosamente controlados. Todas essas medidas somadas ao início precoce da fisioterapia contribuem para melhores resultados na recuperação das funções comprometidas pela doença.

Drauzio Resumidamente, o que uma pessoa pode fazer para evitar um acidente vascular cerebral?
Eli Evaristo –Identificar os fatores de risco e modificar os que podem ser modificados é o mais importante para prevenir a doença. Controlar com rigor a pressão arterial e o diabetes, deixar de fumar e realizar atividade física representam grande benefício. Se a pessoa tem alguma doença cardíaca, deve procurar um médico que irá orientá-la quanto aos tratamentos preventivos adequados para seu caso. Além disso, se ocorrer algum sintoma que possa sugerir AVC, mesmo transitório, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente para, se necessário, controlar a doença e prevenir complicações.

Para saber mais sobre sintomas diagnóstico e tratamento, veja entrevista completa no site drauziovarella.com.br.

Fontes: drauziovarella, saude.abril.com.br.

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Comentários

1 Respostapara“ O que é AVC, Fatores de risco e as Possibilidades de Tratamento”
  • thaliah disse:
    meu comentario é ke eu ñ entendi nada doke estava escrito
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