Porque algumas mulheres se contentam em ser amantes? Vale a pena?

O que poderia atrair as mulheres a virarem amantes e manter esse tipo de relacionamento, incerto, inseguro e conturbado? O site mdemulher levanta 5 hipóteses que podem levar uma mulher a essa situação.

A história da moça que sofre pelo cara comprometido é um mais comum do que se imagina. Claro que há casos em que ninguém sai magoado. Também acontece, sim, de a paixão clandestina vencer a oficial. A pergunta que não quer calar, porém, é: por que uma mulher solteira, que poderia escolher entre tantos pretendentes, embarca numa relação cheia de complicações, disputa e chances evidentes de se machucar?

A explicação: há mais mistério e fascínio em um homem que pertence a outra do que supõe nossa vã filosofia.

1. Ele vem com currículo de primeira
No mundo corporativo, um funcionário que traz ótimos resultados para a empresa fica na mira dos headhunters e é disputado pelas concorrentes. No mercado dos relacionamentos, o homem casado pode muito bem ser visto como esse profissional cobiçado. Afinal, o fato de ter subido no altar, ser um marido dedicado e um paizão enche os olhos de qualquer mulher em busca de estabilidade emocional. Principalmente quando só chove na horta dela aquele tipo de solteiro que não quer saber de compromisso, foge do casamento e não demonstra a menor disposição para constituir família.

2. Ele é promessa de sexo fervendo
Quem topa o papel de filial encontra muitos motivos para ficar feliz na cama e achar que encontrou o amante ideal. E essa sensação é ainda mais intensa no começo, quando a libido de ambos está a mil. ”O gosto pelo proibido e a adrenalina que rola numa situação dessas põem fogo na aventura”, analisa Carmen (psicóloga). ”Sem falar que a garota que atrai esse tipo de homem demonstra, de alguma forma, que não está nem aí, que é livre, leve e solta. E que não fará cobranças. É tudo o que o sujeito quer”, continua a psicóloga.

Giovanna, 26 anos, que o diga. Ela conheceu Marcos no trabalho e, mesmo sabendo que ele tinha uma esposa, se deixou seduzir. ”O Ma dizia que estava encantado e não sabia mais o que fazer para resistir. Deixei que me beijasse. Depois, que me agarrasse. E daí para a cama foi um pulo. Fiquei surpresa com sua pegada. Me sentia desejada, acolhida e muito satisfeita. O fogo dele era tão grande que transávamos em qualquer lugar – até dentro da empresa”, conta.

E quem é que não passa desse estágio de empolgação para um forte envolvimento num piscar de olhos? Foi o que aconteceu com Giovanna. Ela começou a sentir ciúme e a pedir mais atenção de Marcos. ”Não entrava na minha cabeça a naturalidade com que ele agia, conversando com a mulher ao telefone enquanto tirava minha roupa. Não tinha o menor peso na consciência de ficar comigo todos os dias antes de ir embora para a casa! Mas acho que o que mais me encantava era poder viver uma aventura sexual cheia de ousadia e sem nenhum pudor. Só me afastei cinco meses depois, quando conheci alguém que tinha tudo a ver comigo”, lembra.

3. Ele é o príncipe preso na torre

Está dificílimo achar um homem para chamar de seu. E se de repente aparecer um bonitão bacana, carinhoso, com milhões de gostos em comum, como aceitar que ele já tem dona? Mais complicado ainda se o fulano jurar que está sofrendo em um relacionamento falido, prestes a acabar. A tendência feminina – romantismo puro no DNA! – é acreditar nesse sentimento e lutar pelo amado.

Será que vale a pena? ”Algumas vezes pode até dar certo, se existir uma paixão, um amor verdadeiro. Ou se o rapaz estiver mesmo pronto para desfazer o casamento e assumir uma nova relação. Mas, normalmente, a história é outra”, alerta Carmen. ”É uma fria cultivar expectativas. Às vezes, o homem em questão só quer agitar a própria vida sexual ou até acha que uma amante pode estimular sua relação oficial. Sabemos de uniões mornas que esquentam quando a outra entra no jogo”, avisa a psicóloga. Ou seja, considere as grandes chances de o cara enrolar, enrolar, enrolar e não definir a situação.

4. Ele é um prêmio

O homem casado também se torna irresistível entre mulheres competitivas. Tudo no maior estilo ”Que vença a melhor”. E o pivô dessa disputa – leia-se: o marido traidor – é também responsável por ela. Afinal, ele alimenta a guerra da filial com a matriz. Como? Revelando à amante o que acontece em seu casamento em tom de lamentação, como se dissesse nas entrelinhas ”Você dá de dez a zero nela”.

Juliana, 33 anos, há dois meses numa relação clandestina, tem certeza de que seu amor a considera melhor que a titular: ”Ele diz que já ficou um mês sem sexo com a esposa, que ela não o excita. E estão casados há apenas um ano! Já comigo… Chegamos a entrar no motel à meia-noite e só sair às 8, 9 da manhã…”

Por outro lado, quem está no posto da amante precisa descobrir de onde vem a necessidade de provar o tempo todo que é mais sexy, mais quente que a oficial. Segundo a terapeuta Carmen, é indício de necessidade de autoafirmação. E, quem diria, até mesmo de dificuldade em lidar com a própria feminilidade, com o próprio desejo. ”Essa mulher não sabe bem quem ela é e está sabotando as próprias chances de ser feliz”, alerta.

5. Ele é uma bela desculpa

Finalmente, um homem não disponível é um ímã de garotas com baixa autoestima. E quem vive encantada pelo marido alheio vive também um processo inconsciente chamado autossabotagem. ”Essa moça morre de medo de uma relação mais próxima e verdadeira. Não se considera boa o bastante; teme que um interessado chegue perto demais e descubra que ela não é tudo aquilo. Insegurança pura”, explica Carmen. É por isso que costuma ser um chamariz de rapazes comprometidos. Afinal, lá no fundo, sabe que as chances de dar certo – ou seja, de chegar à tão temida intimidade – são pequenas.

Como todo esse processo é involuntário, ela vive reclamando que só se sente atraída pelo sujeito errado. ”Para todos os efeitos, é o outro, que é casado, que tem o problema. Ela é apenas uma vítima”, diz a psicóloga. Andrea, 31 anos, parece um caso típico: ”Depois do Rafa, até conheci um homem solteiro que se apaixonou por mim. Mas não deu certo. Se o Rafa voltar a me procurar, não vou resistir. Mesmo sabendo quanto vai doer depois, receberia com prazer novamente aquelas migalhinhas de amor, de carinho, de tempo…” Vale a pena se deixar levar por esse duvidoso sedutor?

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