Posso pegar DST através de roupas íntimas? Tire essas e outras dúvidas

Qualquer pessoa que teve ou tem algum tipo de contato sexual com alguém que se contaminou, pode pegar uma DST.

DST’s podem ser causadas por:

Bactérias – Vírus – Fungos -Protozoários Patogênico.

Podem ser transmitidas por:

  • - Contato Sexual
  • - Por Agulhas ou Seringas Contaminadas
  • - Transfusão de Sangue
  • - Crianças Nascidas de Mães Contaminada

Você não pega DST’s:

  • - pelo assento “quente” do ônibus;
  • - pelo ar;
  • - por tosse ou espirro;
  • - por picadas de insetos;
  • - por suor ou lágrima;
  • - por alimentos;
  • - em cadeiras, bancos públicos de praças, parques e hospitais;
  • - em apertos de mão e abraços;
  • - usando copos, pratos e talheres

Uma grande dificuldade é que muitas vezes as DST não apresentam sintomas, assim, qualquer um pode estar contaminado e não o saber. Existem muitos tabus em torno deste tema, muitas pessoas que se sentem “sujas” e com vergonha de estarem com uma DST, não buscam tratamento ou se automedicam (tomam medicamento por conta própria),sem acabar com a doença. Muitos também não avisam as pessoas com quem mantêm relações sexuais e por isso estas doenças estão se alastrando cada vez mais.

Pequenas feridas, verrugas ou corrimento, no ânus, na vulva ou no pênis, coceira, dor, ou ardor nestes lugares, seja durante ou após a relação sexual, ou ao urinar, qualquer um desses sintomas podem indicar que se está com uma DST.

Porém, muitas pessoas estão doentes e não sentem nada, ou tem sinais pouco específicos. Visitas periódicas ao médico podem dizer como vai a saúde. A maioria dessas doenças são tratáveis, e quanto mais cedo diagnosticadas, melhor. Isto vale para homens e mulheres! Existem serviços públicos gratuitos que atendem adolescentes e que tratam DST. O exame médico é o mais aconselhável para diagnosticar o que você tem e, se necessário, tratar. Asífilis, que é uma DST, provoca uma feridinha nos genitais, normalmente indolor. Esta doença é muito traiçoeira, pois a ferida desaparece e a pessoa fica com a impressão de que está curada. Porém, a doença continua progredindo e com o tempo, se não for tratada, acontecem complicações sérias, podendo inclusive levar à morte.

Outras doenças que provocam feridas são o Cancro Mole, o Herpes Genital e o Condiloma. Esta última é muito frequente e contagiosa, também conhecida como Crista de Galo. É uma espécie de verruqa que pode aparecer no pênis, na vagina, na vulva (clitóris, grandes e pequenos lábios) ou no ânus. Para pegar esta doença basta o contato sexual mais íntimo, o contato de pele com pele nessas regiões. Estas verrugas podem crescer e ficar visíveis, mas também podem ficar por muito tempo tão pequenas que não vemos a olho nu. Só o médico com o instrumento adequado consegue vê-las e tratá-las.

Tira-Dúvidas:

É normal ter corrimento?

Existem corrrimentos que são normais. Ao contrário destes, os que indicam que estamos com alguma infecção geralmente são em bastante quantidade, têm cheiro desagradável e mancham a calcinha. Podem vir ou não acompanhados de coceira, dor ao urinar, dor nas relações sexuais e dor no baixo ventre. Muitos corrimentos podem ser causados por uma DST, tanto no homem quanto na mulher. Alguns corrimentos aparecem por outras causas que não o contato sexual, como por exemplo, o uso de material sintético nas roupas íntimas.

Só as mulheres têm corrimento?

Os homens também podem ter corrimentos. Os mais comuns são causados pela Gonorréia e pela UNG (Uretrite Não Gonocócica). A Gonorréia também é conhecida como “pingamento” ou “esquentamento”, porque provoca um corrimento amarelo e dor ao urinar.

A UNG também é conhecida como Gota Matinal porque provoca além do ardor ao urinar, um corrimento da cor da clara do ovo que pode aparecer como uma gota que sai no pênis pela manhã.

Não confundir com o esmegma que aparece embaixo da pele que cobre a cabeça do pênis e que pode ser removido facilmente no banho, e como já foi falado nos capítulos anteriores, é preciso manter sempre a higiene.

Não descuidar da higiene íntima é uma forma eficaz de evitar contaminações.

Se descobrir algo, lembre-se de procurar um médico e não manter relações sexuais, para não contaminar outras pessoas.

Todos os corrimentos, na mulher, são devido a DST?

De jeito nenhum. A menina jovem pode ter um corrimento vaginal fisiológico, isto é, completamente normal. Mas também pode ter por infecções ou má higiene. Se tiver qualquer dúvida, é melhor consultar um médico o quanto antes, para definir que tipo de corrimento é o seu, se é normal ou não.

Posso pegar doença venérea nos banheiros públicos ou usando toalha, roupas íntimas de outros?

As doenças venéreas são conhecidas também pelo nome de “Doenças Sexualmente Transmissíveis” ou apenas DST, pois o único modo de nos infectarmos é pelo ato sexual. Dentre as DSTs encontram-se as uretrites (gonorréia ou blenorragia e uretrites não gonocócicas), a sífilis (ou cancro duro), o cancróide, o linfogranuloma venéreo (“bubão ou íngua”), a donovanose (“granuloma inguinal”) e algumas formas de hepatites (p.ex.: hepatite B, também referida como icterícia ou “tirissa”). Tais doenças NÃO SÃO adquiridas pelo uso de banheiros públicos, toalhas ou roupas íntimas alheias.

Mas devemos dar a devida atenção em alguns casos. A Herpes, por exemplo, é uma infecção recorrente (vem, melhora e volta) causada por um grupo de vírus. É transmitida, na maioria das vezes, por relação sexual, mas também, apesar de ser mais raro, pode ser transmitida sim por roupas íntimas, toalhas etc.

Cuidado: Ao experimentar roupas íntimas que outras pessoas tenham usado, não use se não houver o protetor higiênico, observe se há alguma mancha, textura diferente e não use de forma alguma se a calcinha por exemplo, apresentar alguma irregularidade. Mantenha a região íntima sempre bem cuidada, evite troca troca de roupas íntimas, toalhas, etc. com outras pessoas, mesmo que não pegue uma DST, é altamente anti-higiênico.

E qualquer sinal, sintomas diferentes, procure imediatamente um médico, não se auto-medique, apenas o médico pode indicar o melhor tratamento para cada caso.

Saiba mais sobre DSTs, aqui.

Com informações de portaldafamilia.org.br, (hse.rj.saude.gov.br)

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