Saiba como prevenir algumas doenças comuns no verão

Os excessos do verão causam mal a pele

A exposição excessiva ao sol, a areia, o suor mais abundante e a umidade do corpo são alguns dos principais fatores que aumentam os riscos de doenças de pele no verão.

Entre as mais comuns está a micose, uma infecção causada por fungos que atinge a pele, as unhas e os cabelos. Esses fungos se desenvolvem com umidade e calor ou quando a imunidade da pessoa está comprometida, podendo acometer pele, unhas e pêlos. As manifestações mais frequentes são vermelhidão, descamação e coceira, principalmente nas áreas de dobra, entre os dedos dos pés. Outra forma muito comum é a micose de praia, Pitiríase versicolor, mais comum nessa época do ano. Nem sempre é adquirida no litoral ou dentro da piscina, diferente do que muitos pensam, porém ficam mais evidentes com a exposição ao sol. As formas mais comuns de contrair a doença são:

  • Através do contato com animais de estimação;
  • Chuveiros públicos;
  • Lava-pés de piscinas e saunas;
  • Andar descalço em pisos úmidos ou públicos;
  • Toalhas compartilhadas ou mal-lavadas;
  • Equipamentos de uso comum como botas e luvas;
  • Roupas e calçados de pessoas infectadas;
  • Alicates de cutículas, tesouras e lixas não esterilizadas;
  • Contato com material contaminado;
  • Uso de roupas úmidas por tempo prolongado.

“Os principais sintomas são coceiras, alterações da pele (como manchas avermelhadas ou esbranquiçadas), e lesões que variam de tamanho e quantidade”, afirma Agnaldo Mirandez, dermatologista e diretor da Clínica de Estética e Dermatológica Perfetta, localizada no Pacaembú, em São Paulo

Outra ocorrência frequente nesses meses de calor, principalmente em crianças, é a miliária, popularmente conhecido como brotoeja, manifestando-se como pequenas “bolhinhas” ou bolhinhas avermelhadas. Ocorrem por obstrução de glândulas de suor. Nesse caso, o uso de roupas leves, bem como evitar permanecer em ambientes abafados, auxiliam na prevenção.

A larva migrans, popularmente conhecida como bicho geográfico, também é muito comum no verão. O contágio se dá a partir do contato com areia ou terra contaminada por fezes de cães e gatos. “Para se prevenir é fundamental a proteção do corpo nas praias com calçados, esteiras e toalhas para impedir o contato direto com a areia. É aconselhável evitar áreas úmidas e com sombras, onde as larvas se desenvolvem”, diz Mirandez, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e membro da Internacional Academy os Cosmetic Dermatology.

Além dos cuidados com essas e outras doenças, é preciso muita atenção com o sol para evitar queimaduras mais graves. O protetor solar deve ser retocado a cada duas horas ou após sair da água. “É fundamental o uso de um fotoprotetor com FPS acima de 30, além de usar chapéu ou boné e tomar bastante água”, finaliza o dermatologista.

Mais informações em www.dermatologiaperfetta.com.br

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