Terceira-idade: tipos de câncer que mais atingem pessoas com mais de 65 anos

O número de idosos no Brasil tem aumentado, já que a expectativa de vida do brasileiro tem sido maior nos últimos anos. O risco de pessoas com mais de 65 anos desenvolverem doenças cancerígenas é 11 vezes maior do que pessoas com idade inferior. Casos de tumores de colón, reto, estômago, pâncreas e bexiga acometem de 2/3 a 3/4 das pessoas que têm mais de 65 anos. Da mesma forma, mais da metade dos casos de tumor de pulmão e linfoma não-Hodgkin (neoplasia do sistema linfático) também ocorre em pessoas nessa idade (Instituto Nacional do Câncer – INCA).

Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas – ONU, de cada três mulheres, uma terá câncer. Entre os homens, um em cada quatro homens desenvolverá a doença. Ambos, entre 60 e 79 anos de idade, infelizmente.

A incidência de câncer cresce com a idade, devido ao ‘envelhecimento celular’, tornando essa célula mais propensa a sofrer mutações e menor a chance de corrigi-las quando ocorrem. Entre os tipos de câncer mais comuns aos idosos, estão: o câncer de mama está à frente no que diz respeito às mulheres e, os de próstata e vias urinárias, prevalentes em homens com mais de 60 anos. Já os tumores de pele do tipo não melanoma são os mais incidentes em ambos os sexos, felizmente esses são tipos de cânceres são menos agressivos e potencialmente curáveis.

O câncer de colon e reto é o segundo tipo mais frequente nas mulheres e a projeção são de que surjam 28 mil novos casos ainda neste ano.  No entanto, as chances de cura chegam a 95%, quando diagnosticado precocemente.

Prevenir ainda é o melhor remédio

O câncer é uma doença ligada ao estilo de vida e hábitos. E quanto mais idosa a pessoa, naturalmente, mais suscetível a essa neoplasia. Os exames preventivos são grandes aliados na prevenção de qualquer problema de saúde e não seria diferente em relação ao câncer. Exames médicos e laboratoriais periódicos ajudam a identificar problemas precocemente, evitando assim, problemas maiores.

No caso do câncer de mama, a mamografia feita sistematicamente ajuda muito. Sobre o câncer de colo de útero, o Papanicolau é o mais comum e bastante eficaz, e hoje em dia ainda temos a vacina contra o HPV, que é extremamente eficaz na prevenção de câncer de colo de útero. Para os homens, a visita ao urologista permite diagnosticar tanto a Hipertrofia Benigna da Próstata quanto o câncer em fase inicial e, portanto, ainda curável.

Tratamentos

As características de uma pessoa que está na terceira idade são completamente diferentes das de um jovem ou adulto, pois os riscos de descompensação de alguma doença pré-existente, pelo tratamento do câncer são muito maiores quando se fala em idosos. Assim, o tratamento do câncer também tem, necessariamente, de ser distinto dos demais.

Dentre os tratamentos convencionais realizados mesmo em idosos está a cirurgia, o método mais antigo e definitivo. É utilizado nos casos em que o tumor está num primeiro estágio. A  quimioterapia, famosa e mais conhecida pela forma abreviada ‘quimio’ é usada mediante medicamentos que podem causar alguns efeitos colaterais, na maioria das vezes leves e o objetivo é inibir a proliferação das células doentes.

A radioterapia é o método mais utilizado nos tumores que não podem ser retirados com cirurgia e de maneira completa. Por último, vem a hormonioterapia, tratamento que busca impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas se desenvolverem. Ela age no bloqueio ou suprimindo os efeitos do hormônio que incide sobre o órgão-alvo, matando assim o tumor “de fome”.

Existem, contudo, instruções a respeito dos agentes quimioterápicos que possuem menos efeitos colaterais para os idosos, bem como métodos e escalas (Avaliação Geriátrica Multidimensional) para ajustes e diminuição de doses, já que são, naturalmente, mais sensíveis aos efeitos nessa idade.

Novas drogas no tratamento de cânceres têm sido desenvolvidas ano a ano. Mas todos os tratamentos, no entanto, sejam cirúrgico, radioterápico ou quimioterápico devem ser definidos pelo médico, que vai levar em consideração o tipo de câncer somado ao estágio da doença e a condição física da pessoa.

Viver melhor

Existem também outras formas de não só evitar doenças, mas conviver melhor com elas. Especialmente, na terceira idade. Os exercícios físicos são algumas delas. A orientação e a realização de exercícios específicos ajudam a melhorar a vida da pessoa idosa. Afinal, a ideia não é apenas viver mais, como as estatísticas apontam, mas, viver mais, com qualidade de vida. Sem contar que o amor e o apoio da família são mais que fundamentais, especialmente, nessa fase da vida.

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